O jogo de ontem a noite é digno de muita audiência nos VT’s transmitidos pelos canais pagos. Devido a tanta facilidade para jogar, realidade permitida apenas por “autorização” do time do Nacional, a torcida cruzeirense preferiu prestar atenção mesmo na promessa de show do quarteto Robinho, Neymar, Ganso e André.

A partida em si foi taticamente perfeita para o time celeste. Impôs classe e um eficiente toque de bola, tipo de jogo característico de UEFA Champions League. Já o time uruguaio foi totalmente ao contrário. Em um campo histórico e minúsculo (a seleção brasileira marcou seu primeiro gol em Copas do Mundo lá), demonstraram todo o espírito de uma Libertadores. Antes mesmo da partida iniciar, já havia princípios de confusão gerado pelo time da casa. A equipe do Nacional definitivamente entrou a campo só para bater. Gol e toque de bola que é bom, nada.

Foram três gols, todos de méritos cruzeirenses. No primeiro, Thiago Ribeiro aproveitou a furada do zagueiro adversário e avançou. Ao tentar driblar, sofreu falta, que por fim, foi bem batida por ele mesmo por cima da barreira e morreu no fundo das redes. O segundo e o terceiro saíram em jogadas de contra-ataque. Kléber lançou Diego Renan, que conduziu bem pela lateral esquerda e cortou para o meio. Aproveitou o espaço da sobra e marcou o segundo tento. O terceiro e último veio de um cruzamento rasteiro , na qual Gilberto teve apenas o trabalho de dominar e chutar, ampliando e fechando a conta do jogo. Agora, o Cruzeiro enfrenta o São Paulo nas quartas-de-final da Libertadores da América novamente, assim como em 2009, situação na qual a equipe celeste saiu vencedora.

Enfim, o Cruzeiro finalmente convenceu pôde demonstrar confiança a seus torcedores e também impondo respeito para seus próximos adversários, podendo se dar bem nos confrontos. Administrar posse de bola e saber sair jogando também fora de casa é típico de classe alta de grandes jogos. Resta saber se o Cruzeiro, 4º melhor time do mundo, jogou ontem a Copa Santander Libertadores ou a Heineken UEFA Champions League.

Destaques da Partida: Fabrício, o melhor em campo. Defendeu como um leão e soube levar perigo ao ataque. Diego Renan, não deixando espaços nas suas costas e fazendo bons cruzamentos. Acabou premiado com um gol. Gilberto, que conseguiu armar perfeitamente a equipe, mostrando o por que pode ir para a sua segunda Copa do Mundo. Thiago Ribeiro, marcando mais um gol contra a equipe do Nacional e se sagrando o terror dos uruguaios. E o árbitro da partida, Frederico Beligoy (ARG), que não se intimidou e deu cartão para os dois lados, inclusive para os donos da casa.

Decepções da Partida: Ninguém.


Ficha técnica:

Nacional 0 x 3 Cruzeiro
Muñoz; González (Godoy), Lembo, Coates e Núñez (Pereyra); Ferro, Javier Morales, Calzada (Vera) e Angel Morales; Varela e Regueiro. Fábio; Jonathan, Gil, Leonardo Silva e Diego Renan; Fabrício (Pedro Ken), Henrique, Marquinhos Paraná e Gilberto; Kleber (Thiago Heleno) e Thiago Ribeiro (Wellington Paulista).
Técnico: Eduardo Acevedo. Técnico: Adilson Batista.
Gols: Thiago Ribeiro, aos 28 minutos do primeiro tempo; Diego Renan, aos três e Gilberto, aos 35 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Coates, Lembo, Pereyra e Ferro (Nacional-URU); Henrique, Gil e Thiago Heleno (Cruzeiro). Cartão vermelho: Coates e Varela (Nacional-URU); Leonardo Silva (Cruzeiro).
Estádio: Parque Central. Data: 05/05/2010. Árbitro: Federico Beligoy (ARG). Auxiliares: Diego Romero (ARG) e Ariel Bustos (ARG).


Saudações Celestes!

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